quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Combinar as meias com a roupa. Simples.

Combinar meias com a roupa? Mas isso é preciso? Sim, é. Por vezes, a tarefa mais simples transforma-se numa obra de Hércules. O que à partida deveria ser fácil e descomplicado torna-se complicado e confuso. Escolher as meias certas é assim: parece simples mas não é. Ou talvez seja. No fim faremos a nossa avaliação. Seguem as respostas às perguntas que se impõem.

Combinamos as meias com quê?
Rapazes, rapazes, a coisa é muito simples: a meia deve combinar com o sapato. Portanto, eis o básico dos básicos: sapatos castanhos devem ser acompanhados por meias castanhas e sapatos pretos devem calçar meias pretas. Tão simples quanto isto.

Devemos calçar meia branca?
Nunca. Jamais devemos calçar meias brancas. A não que tenhamos calçado ténis ou sapatilhas. Meia branca só combina com sapato desportivo. E sapato desportivo fica sempre bem com meia branca.

E de quanto em quanto tempo devemos mudar de meias?
Um par por dia. Ou então, é usar o método infalível: o teste do nariz. Na mais leve dúvida, troca-se.

Meia furada, pode?
É louco? Nunca. Imagina que tens de descalçar os sapatos. É uma vergonha.

A meia deve subir até onde?
Uma boa meia deve tapar a canela. Meias muito curtas são um não, não. Imagina que te sentas e ficas com as pernas à mostra. É uma vergonha. Meia curtinha é meio tonta.

E podemos vestir meias coloridas ou com padrões?
Claro! Aventuremo-nos! Meia colorida e com padrões é engraçado e muito fashion. Portanto, tá a calçar. Lembrem-se de uma regra de ouro: escolham um par de meias que tenham uma cor ou um tom que combine bem com as calças. Tudo o resto é imaginação.

Mas devemos ser ousados a calçar meias?
Sim, porque não? Mas usem meias com as quais se sintam confortáveis, embora não faça mal nenhum sair da zona de conforto. Vigiem os vossos limites, e se conseguirem desafiem-nos. Afinal, as meias foram trazidas ao mundo para nos desafiar. Não?

Aqui ficam alguns exemplos. Olha só a pinta.












segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sobretudos para homem - contra o frio marchar, marchar



Diz que o inverno chegou. E chegou mesmo. E cá andamos nós, dia sim, dia sim, com um sobretudo. E diz que se usam este ano. Eu não percebo nada de modas, e nem vamos muito em modas, mas o sobretudo está para este inverno como os pãezinhos estão para as pastelarias, querem-se quentes e fofinhos. E nada de requentamentos. Chegaram os saldos, caramba!, tá a ir comprar um novinho em folha.
Vamos a definições: o sobretudo para homem é um casaco longo e quente. Longo e quente, nada de coisinhas frias. Normalmente, os de homem são fabricados em cores mais neutras, preto, castanho ou cinzento. E são destes que mais gostamos. Os de cor passam de moda num instante. Escapa o azul marinho - clássico entre os clássicos. Para o frio não há melhor. O sobretudo dá bem com tudo, desde o perfil mais clássico até ao mais desportivo, incluindo gangas e sapatilhas. Só não vale vestir fato de treino por baixo. É que não vale mesmo. Aqui ficam alguns bem catitas.

http://www.zara.com/pt/pt/saldos/homem/casacos-e-trench/ver-tudo/casaco-de-l%C3%A3-c792533p2978073.html
Zara
http://shop.mango.com/PT/p0/homem/roupa/sobretudo-la-colete-interior/?id=53070138_99&n=1&s=prendas_he&ident=0__0_1451918411204&ts=1451918411204&p=8&page=1
Mango
http://cortefiel.com/pt/shop/homem/abrigue-se-a-50/abrigo-4426312
Cortefiel

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Como um homem baixo consegue parecer alto - 2


Evitar vestir roupas largas - faz com que pareçamos mais baixos do que o que na verdade somos. Muito mais. Sabem aquela camisola larga, quente e confortável? Vai para o roupão, ou lá como se chama ao contentor da roupa. Roupa comprida demais tem o mesmo efeito, torna-nos mais pequenos, deixa-nos as pernas mais pequenas e os braços mais curtos. Mas nada de exageros. Os homens mais baixos há muito que descobriram este efeito visual, no entanto abusam dele, e vestem tudo coladinho ao corpo. Resultado? Aquilo parece um bocadinho ridículo. Percebemos exactamente o que se está a passar: este gajo é baixo e pensa que vestir roupa justinha o vai fazer parecer mais alto. Como em tudo na vida, sejamos contidos e tenhamos juízo. Roupa justa, sim, mas sem exageros. Além disso, meus rapazes, qual é o problema de ser mais baixo? Nenhum. Gostariam de parecer mais altos? Muito bem, vistam mais justo, mas sem exageros. Aliás, quem não gostaria de ser mais alto?
Enfim, na verdade, na verdade, o que é mais ajuizado? Vestir o tamanho certo. Nunca falha. Nem largo nem coladinho. Interessa que seja o tamanho certo. Nem mais nem menos. Homem de roupa larga parece (ainda) mais baixo, homem de roupa justinha fica patético. Não faz mal que sejamos mais baixos, desde que o sejamos com estilo. Certo? Esse aí em cima, na imagem, é o Tom Cruise. Baixo. Alguém repara nisso?

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Camisolas feias de Natal

20,79 €, na Pull&Bear
Longe vão os tempos em que as camisolas de Natal eram vistas como feias e antiquadas. Esperem. As camisolas de Natal continuam a ser vistas como feias e antiquadas, e é por isso que gostamos delas. Aliás, quanto mais feias e antiquadas melhor. Camisola de Natal que é camisola de Natal é grossa, assenta mal, tem padrões ou desenhos de gosto duvidoso e parece ter sido bordada por uma tia-avó meio cega, que não se lembra bem da idade dos parentes, e que julga que os adultos ainda são crianças. São assim as camisolas de Natal. Feias como tudo. No Natal, o que é feio é trendy, até na moda masculina. Portanto, façam favor de escolher o exemplar mais berrante e patético para vestir no almoço de Natal, enquanto saboreiam o saboroso perú. Onde comprar camisolas de Natal feias? Uma pesquisa por "ugly xmas sweater" devolve-nos um mundo de feiura. Recomendo as da Ugly Christmas Sweater, porque são particularmente parvas. A Pull&Bear também tem, mas bem mais contidas.

Tudo Ugly Christmas Sweater

Na Primark, com paciência, também se encontra qualquer coisita.

12€, na Primark

terça-feira, 24 de novembro de 2015

É um sapato português, com certeza!


É, com certeza, um sapato português. O nome diz-se em inglês, mas o sangue canta português. Chama-se Undandy e nasceu em São João da Madeira, capital do calçado. São inspirados inspirados no estilo "dandy", estilo que define os cavalheiros bem educados e que gostam de se vestir bem. Tratam-se de sapatos altamente personalizáveis, oferecendo cerca de 156 mil milhões de combinações possíveis. Biqueira, cor, material, atacadores, costuras e solas dos sapatos, tudo é personalizável. Para encomendar, basta entrar na loja on line, escolher o modelo e personalizar, e esperar pelo correio cerca de duas semanas.  O preço? 220€ no caso dos sapatos clássicos e 145€ no caso dos ténis.Os sapatos com um acabamento lustroso podem chegar aos 280€. A Undandy já vendeu para 20 países, sendo o Reino Unido o seu maior cliente. Of course. Para já, os sapatos da Undandy calçam apenas homens - de gosto refinado, claro. A moda masculina agradece. As mulheres virão depois. Ou não.


Barba, Natal e purpurina


Já falamos muito sobre barba, não foi? Já. Já dissemos que era moda e tudo o resto. Daqui a uns tempos - e não faltará muito -, diremos que está out. É a moda, estúpido. Enquanto continuar a dar de caras na moda masculina, porque não aproveitá-la para decorar como se fosse uma árvore de Natal? Sim? Boa? Já muita gente o pensou. Uma pesquisa por #glitterbeard devolve-nos o que à rede foi parar. Barbas brilhantes e enfeitadas para o Natal. Brilhantes e purpurinas a dançar na cara. Que mais irão inventar? E não, não creio que isto seja moda.Ou é? Sei lá.


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Capotes. É de homem

Os capotes de Miguel Amaral Vieira
O Burel é um tecido artesanal português, de origem serrana, feito totalmente de lã. É lá no cimo, no ponto mais alto de Portugal, que começa a história desta peça de roupa única e original: o capote. O burel, de que é feito o capote da Serra da Estrela, é um tecido artesanal português, de origem serrana, feito totalmente de lã. Trata-se de um tecido muito resistente e versátil usado em capas e casacos para os dias de chuva, neve e frio na montanha. E a montanha não pariu um rato, pelo menos desta vez. O capote desceu à cidade. Ressuscitado pelas competentíssimas mãos de artesãs, modernizou-se e tornou-se moda. Em primeiro lugar para as senhoras, em segundo lugar para os homens. O capote chega assim à moda de homem. O Grupo de Artesãs de Arões deu-os a conhecer ao resto do mundo em 2013, e desde então não pararam. Em Lisboa, Miguel Amaral Vieira, 31 anos, autor do blogue Beyond Fabric lançou uma colecção só para homens. Trocou a pele de raposa, na gola, pela de borrego, e vende-os a 670€. Caro? É uma peça para a vida.
Os capotes não são exclusivos da Serra da Estrela. Também os há no Alentejo. Os capotes alentejanos. Que o digam Delfina Marques e Florbela Nunes. Criadores do Capote"s Emotion, pretendem valorizar o que de melhor se fez e faz na moda alentejana. Diferentes do burel serrano, os capotes alentejanos embora resistentes e quentes, são muito mais leves. A Capote"s Emotion tem vindo a introduzir várias alterações e muda as cores a cada colecção, reinterpretando o capote alentejano, e trazendo-o para os dias de hoje.
Os capotes da Capote"s Emotion
De volta ao frio da Serra da Estrela, a Ecolã também fabrica capotes de burel. Trata-se de um empresa familiar, apostada em fazer tudo bem e em fazer ecologicamente, respeitando a tradição, o ambiente e as pessoas. Aposta em modelos intemporais e cores clássicas, e as inovações que introduz são mais ao nível da usabilidade.
Agora que o frio chegou à cidade, nada melhor do que vestir como quem sabe do assunto, as pessoas que mais de perto convivem com ele, seja ele o frio húmido da montanha ou o frio cortante da planície alentejana. Tudo português. Porque é o que é português nunca saiu de moda. A moda masculina agradece. Dixit.